And it feels like home.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Todo o meu azul, pra sempre seu...

Final de ano e nostalgia, pacote completo.
Não adianta. Todo fim tem sua beleza. Por um tempo eu achei que tinha tomado gosto pela dor.
Mas descobri que é a mistura da beleza do que foi, com a dor do que deixou de ser que faz ser assim.
Me escolher primeiro sempre foi o pior desafio. Quando a gente vence se convence de que o certo é bom.
Pelo menos os móveis novos gostam de me contar assim. Eu prefiro ouvir, porque de qualquer forma, no meio da bagunça, eles foram o que me sobrou de mais organizado.
Nosso sonho foi um filho.
E como é ser dificil ser mãe...
Foi tanto. Tão alto. Tão grande, tão nosso...
A escova que ficou no banheiro me lembrava das noites ainda de quarto pequeno. O mamão já não é tão doce quanto nos cafés de hotel. Sabe, nunca mais consegui fazer compras sem recusar as sacolas plásticas.
Ainda me assusta demais ser feliz... Achar vontade do outro lado ainda parece torto.
A gente escolhe muito a vida, mas nas certezas a gente se encontra no mesmo lugar.
Admito que o coração ainda para quando você atravessa a rua com a coleira que volta e meia eu ainda me sinto no direito de usar.  
Mas a gente vive. E ama. Se for pra ser de verdade. E somente se for por inteiro.
Todo o resto a gente ajeita, coloca no melhor lugar...
Só a saudade do nosso céu que não apaga. Ainda me divido em você.
É quase uma memória medular, não tem jeito, o corpo tem seu próprio registro independente das nossas escolhas.
E mesmo com os planos reajeitados, quando o ano entrar, pode esperar que o pedaço que me divide aí vai gritar no seu ouvido pra desejar toda felicidade desse mundo e agradecer por me dar o melhor ano de todos. Agradecer por me ensinar - depois de tanta dor - que existe! Que pode ter o mesmo tamanho dos dois lados e ele ser tão grande que a gente perde a medida até virar dois tamanhos num só.
Agradecer por ter me escolhido pra dividir o maior amor desse mundo! E que foi todo inteiro por todo o tempo que foi.
Voa alto e sonha grande enquanto eu te assisto passar por traz do vidro preto do carro que costumava ser nosso. E que vai ta sempre pronto pra te resgatar se preciso for (memória medular).
Voa alto e leva embora todas as minhas cores...

Ontem a noite, um disco voador parou na minha janela pra me contar que a nossa casa ficou pronta, e é linda demais. Ta lá em Marte esperando a gente chegar no tempo certo. E mesmo que nunca seja usada... vai estar sempre la.


Todo o meu azul, pra sempre seu.


Com amor,
M./S./K.

sábado, 21 de maio de 2011

Greys Anatomy.

" - There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don't have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?
Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is death ends. This? It could go on forever... "


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Que seja doce...

Um anjo caiu na minha cama.

E é sério... Caiu.

Não sei bem de onde, afinal nunca acreditei nesse papo de olhar pro lado.

E olha que eu poderia contar a história por muitos olhos,

encaixando todas as frases cafonas e clichês,

porque elas ainda sim, nos dariam sentido.


Dá um certo desespero, sabe?

Essa juventude tão colorida, tão quente, tão fresca.

Esse aperto de vontade, que eu, em algum ponto,

me convenci que não visitaria novamente.

Dá um certo desespero, sabe?

Esse medo de perder,

essa gratidão que não cabe,

os bichinhos coloridos e até o peixe crú.

Sabe se lá quando eles vão embora...

Sabe se lá o quanto eu esperei...

Não sei.


Eu queria gritar.

Pro mundo ficar quieto.

Porque eu tenho uma casa nova pra decorar,

e cuidar,

por todo o tempo que me quiser dentro.


Eu queria gritar pro mundo!

Por todo o meu des-espero.

Que um anjo caiu na minha cama.

E é sério...

Caiu.




sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Que medo é esse?

O sol na janela nem sempre invade toda a sala de uma vez.

E a fresta só vai crescendo a medida que se abre a porta.

As cores ainda perdem o tom quando você desperdiça tanta poesia, sabia?

Me dói ver tanta angústia em encontrar pra dividir.

Deixe essa pressa para os que não sentem.

Sabe, o que já vem pronto sempre me pareceu falso.

E um tanto frágil.


Que medo é esse?

Não banalize as borboletas,

porque elas param de voar.

E você nunca soube viver no chão.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Happy New Year.


Quando o céu ficar colorido e nossa contagem recomeçar,

me deixa gastar toda a ponta do lápis pra não achar que foi em vão.