quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Sobre a minha medida.
Meu herói passarinho.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Quando tudo sai o nada faz a festa...
Me disseram que faz bem...
Toda almofada tem um recado de boa noite pra sua flor.
Isso não tem importância?
No meu planeta dizem que faz mal beber água com bolinhas, chorar no lençol sagrado,
proibir uma girafa de amar um leão.
O meu planeta é lindo. E raro, eu sei.
Mora nele comigo.
O meu planeta é puro. Eu sei.
Fica nele comigo...
Cuida das caveiras mergulhadas no meu pote de cor,
que escorre um pouco todos os dias. Cuida.
Não deixa ele secar por inteiro no vidro do carro,
pra dizer o mesmo que o batom vermelho.
É grande, eu também sei. Pode sair.
Voa alto e vê de cima todo o meu planeta. Mas volta...
Volta pra me contar que formato tem do céu o amor
e se de longe a gente ainda brilha felicidade.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
"- Isso não tem importância?"
me desculpe se já fui mais difícil, é que minha brancura foi treinada pra resistência.
mas compenso na próxima encarnação, pois nessa, já encurtaram meus fios.
entenda. já me queimei demais, como dizem por aí,
ou me deixei queimar, como preferir.
mas se me encher de fogo, eu juro que venho grande, forte!
só não esquece de fazer um pedido antes,
pede uma história linda pra gente?
em todas as minhas formas e tamanhos, te abro toda a luz que cabe em mim,
do meu azul mais profundo à toda a amarelidão que me acende.
sou toda sua.
me espalha pelos cantos da casa,
me espalha?
juro que me derreto todos os dias pra voce,
me espalha.
me guarda nos pratinhos da vovó,
pode ser atrás da porta, juro que não atrapalho, ninguem vai saber.
me leva pra cachoeira, mas não me deixa afundar.
eu pedalo pra voce, me leva?
ninguem vai saber.
muitas vezes sou enfeite, cor.
na proxima encarnação, te prometo,
troco o gosto de sal da tua lágrima,
pelo cheirinho de canela das minhas, ainda quentes.
hoje já e ainda sou pequena, amor.
perdoa.
mas eu juro, continuo amarela.
de pé e inteira.
pra você e só.
até minha última gota colorida secar e você me trocar, por uma cor mais bonita.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Todo o meu azul, pra sempre seu...
Não adianta. Todo fim tem sua beleza. Por um tempo eu achei que tinha tomado gosto pela dor.
Mas descobri que é a mistura da beleza do que foi, com a dor do que deixou de ser que faz ser assim.
Me escolher primeiro sempre foi o pior desafio. Quando a gente vence se convence de que o certo é bom.
Pelo menos os móveis novos gostam de me contar assim. Eu prefiro ouvir, porque de qualquer forma, no meio da bagunça, eles foram o que me sobrou de mais organizado.
Nosso sonho foi um filho.
E como é ser dificil ser mãe...
Foi tanto. Tão alto. Tão grande, tão nosso...
A escova que ficou no banheiro me lembrava das noites ainda de quarto pequeno. O mamão já não é tão doce quanto nos cafés de hotel. Sabe, nunca mais consegui fazer compras sem recusar as sacolas plásticas.
Ainda me assusta demais ser feliz... Achar vontade do outro lado ainda parece torto.
A gente escolhe muito a vida, mas nas certezas a gente se encontra no mesmo lugar.
Admito que o coração ainda para quando você atravessa a rua com a coleira que volta e meia eu ainda me sinto no direito de usar.
Mas a gente vive. E ama. Se for pra ser de verdade. E somente se for por inteiro.
Todo o resto a gente ajeita, coloca no melhor lugar...
Só a saudade do nosso céu que não apaga. Ainda me divido em você.
É quase uma memória medular, não tem jeito, o corpo tem seu próprio registro independente das nossas escolhas.
E mesmo com os planos reajeitados, quando o ano entrar, pode esperar que o pedaço que me divide aí vai gritar no seu ouvido pra desejar toda felicidade desse mundo e agradecer por me dar o melhor ano de todos. Agradecer por me ensinar - depois de tanta dor - que existe! Que pode ter o mesmo tamanho dos dois lados e ele ser tão grande que a gente perde a medida até virar dois tamanhos num só.
Agradecer por ter me escolhido pra dividir o maior amor desse mundo! E que foi todo inteiro por todo o tempo que foi.
Voa alto e sonha grande enquanto eu te assisto passar por traz do vidro preto do carro que costumava ser nosso. E que vai ta sempre pronto pra te resgatar se preciso for (memória medular).
Voa alto e leva embora todas as minhas cores...
Ontem a noite, um disco voador parou na minha janela pra me contar que a nossa casa ficou pronta, e é linda demais. Ta lá em Marte esperando a gente chegar no tempo certo. E mesmo que nunca seja usada... vai estar sempre la.
Todo o meu azul, pra sempre seu.
Com amor,
M./S./K.
sábado, 21 de maio de 2011
Greys Anatomy.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Que seja doce...
Um anjo caiu na minha cama.
E é sério... Caiu.
Não sei bem de onde, afinal nunca acreditei nesse papo de olhar pro lado.
E olha que eu poderia contar a história por muitos olhos,
encaixando todas as frases cafonas e clichês,
porque elas ainda sim, nos dariam sentido.
Dá um certo desespero, sabe?
Essa juventude tão colorida, tão quente, tão fresca.
Esse aperto de vontade, que eu, em algum ponto,
me convenci que não visitaria novamente.
Dá um certo desespero, sabe?
Esse medo de perder,
essa gratidão que não cabe,
os bichinhos coloridos e até o peixe crú.
Sabe se lá quando eles vão embora...
Sabe se lá o quanto eu esperei...
Não sei.
Eu queria gritar.
Pro mundo ficar quieto.
Porque eu tenho uma casa nova pra decorar,
e cuidar,
por todo o tempo que me quiser dentro.
Eu queria gritar pro mundo!
Por todo o meu des-espero.
Que um anjo caiu na minha cama.
E é sério...
Caiu.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Que medo é esse?
O sol na janela nem sempre invade toda a sala de uma vez.
E a fresta só vai crescendo a medida que se abre a porta.
As cores ainda perdem o tom quando você desperdiça tanta poesia, sabia?
Me dói ver tanta angústia em encontrar pra dividir.
Deixe essa pressa para os que não sentem.
Sabe, o que já vem pronto sempre me pareceu falso.
E um tanto frágil.
Que medo é esse?
Não banalize as borboletas,
porque elas param de voar.
E você nunca soube viver no chão.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Happy New Year.
Quando o céu ficar colorido e nossa contagem recomeçar,
me deixa gastar toda a ponta do lápis pra não achar que foi em vão.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Last Christmas.
é bonito de ver.
essas surpresas da vida.
nossos cursos e discursos.
esses caminhos tortos cruzados e tantas vezes desviados.
seria um tanto tedioso ser responsável por redigir esse roteiro.
ser criador dos próprios sonhos.
ficar eternamente preso ao previsível.
mas ainda sim, sinto saudade.
nao me encontro na vontade de reviver.
muito menos de insistir na mesma lágrima.
sou do tipo que ainda acredita em ciclos.
mas confesso que a saudade volta e meia aparece por aqui.
seja dos tempos, amores, lugares.
ou seja apenas pra não deixar morrer.
sabe, poucas coisas nessa vida eu faria diferente.
mas eu sei que algumas teriam sido lindas,
se ao menos tivessem sido.
na beira da praia.
foi onde começamos, criamos, vivemos.
dividimos. compartilhamos. tantos momentos.
risadas largas, beijos musicados, a afeição pelo livre.
nossa vontade sempre à vontade.
e como foi bom,
como se fez parte.
hoje a noite abraçou nosso velho cenário.
o barulho das ondas, o reencontro nos olhos,
a memoria da pele e nossas notas quentes, tão cheias de lembranças.
tão cheias de nós.
ai como eu amo esse amor que não cabe.
e que lembra.
um tanto muito.
um tanto nosso.
um tanto todo.
como eu amo esse amor que não cabe.
e quanto...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
ao seu lado.
quanto mais se tenta mais se perde.
quanto mais se usa mais se gosta.
sapatos, assuntos, santos, amores.
um olhar de lado, um abraço torto, uma vontade esquerda.
eu quero.
um amanhã quem sabe, um talvez depois, um amor agora, um completo em dois.
amanhã é dia de aplaudir ao seu lado, sufocar parada, esperar sentada.
o dia que o mundo explodir, me lembra de te dizer que o tempo pára.
e que até a lua apaga.
me lembra.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ai ai, essa falta de vontade...
Você tem fogo?
Eu preciso queimar a noite.
Escolher um dom,
Repetir o tom,
Me deitar ao lado.
Me deixa apagar a luz?
Escolher o menor acorde.
Pra queimar o céu,
Ler um som no tempo,
Escutar o vento,
Sem gritar - Calado!
Na pele de gelo.
Uma pausa da vida.
Não derreto, não derrapo.
Uma gota só, queima.
Um sopro só, marca.
Não me deixo, não me escapo.
Um amor de caixinha.
Uma ternura involuntária.
Na memória do toque.
Me perco. E não acho.
Você tem fogo?
Eu preciso queimar a noite.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Nossa roda em cores.
Os acordes de beira de praia.
O carretel coberto de linha.
As vozes fotografadas em video.
O brilho da quase menina.
O pedaço de vidro na concha.
A fumaça de um palco pensante.
O contraste levado pro mar.
Uma felicidade parte sufocante.
O medo de ser só vontade.
As memórias da noite vivida.
As vozes afogadas na lata.
Um grito. De flor colorida.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Somos péssimos acertadores.
Me erro incessantemente com essa sequência noturna de euforia contida com vazio festeiro.
Cruzei a porta todas as vezes sabendo que mais tarde a cruzaria igual, talvez menos limpa.
Às vezes faço uso da loucura pra encontrar tudo que não quero.
Às vezes faço uso da loucura.
Doze linhas. Iguais as de sempre.
Onde tudo cabe e tudo acerta.
Me erro incessantemente com essa vontade de encontrar doze linhas destras que façam meu sentido tão canhoto e completo quanto você.
Doze lágrimas. Um frio de corpo sem abraço, do amor que não cabe dentro, nem caberia fora.
Não acerta.
Doze lágrimas por linhas partilhando toda vontade e encontro que minha loucura ficaria sã sem procurar.
Somos péssimos acertadores.
Sinto falta dos detalhes que já não consigo lembrar. O tempo levou muitos e a distância mais alguns.
Não foi uma justa separação de bens, gostaria de ter ficado com mais deles.
Sinto falta dos detalhes que já não consigo lembrar.
E me erro incessantemente na esperança de achar uma vida, em doze linhas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Unique
Como um ponto de recordação, um estímulo, que desperta uma ligação já eternizada. Com um próprio número de série.
Se é o que instiga a vontade ou é a vontade que instiga. Uma confusão sentimental e barulhenta da bomba que se apaixona sozinha.
Quero uma porta certa, com número de série. Se não existir ou não puder fabricar, prefiro continuar olhando da janela. Não me importa se é da frente ou dos fundos, só preciso que seja minha.
E procuro.
Joguei fora a permissão e devolvi todas as chaves, já não vejo graça em levantar da cama sem ficar pro café.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Coração de pedra mole...
Ela: - Será que nunca?
Ele: - Um dia. Nunca é definitivo demais.
Ela: - Mas é uma forte sensação.
Ele: - Somos muito novos.
Ela: - Mas eles já não são.
Ele: - É.
Ela: - Queria ter certeza.
Ele: - Gosto de pensar que sim.
Ela: - Já não gosto de pensar.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A culpa é da bagunça.
Esse vício da sobriedade que minha loucura vem tentando sustentar.
Noite passada te vi em claro, de olhos fechados.
Essa noite, te espero no frio.
Pra que você des-culpe, essa minha bagunça.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Astrologia
Olhei de relance.
Jogaram um peixe na balança.
Um peixe pesado, quase que assustador.
Recheado de responsabilidades.
A balança não parecia ter sido feita pra suportar aquele peso,
muito menos estar preparada pra ele.
Precisamente imatura.
Me aproximei.
O peixe era de fato o mais lindo e macio que eu já tinha visto.
E era nítido que a balança daria o seu melhor para mantê-lo ali, sobre ela.
Sem se quebrar ou deixa-lo cair...
A segunda vista também merece amor.
"Separar" é um verbo que ama estar no gerúndio. Uma transição que tende a eternidade.
Pensei ter vivido uma grande história.
Sorrido junto. Chorado. Compartilhado. Pensei ter vivido.
Pensei ter amado.
E aí descobri que nada "era". Tudo é.
Pensei errado.
Você é minha história. Quase eu por inteira.
Meu melhor pedaço, que agora por fim, se desprendeu.
Nosso fim se estendeu. Pensei que estaria pra sempre "fim-zando" você, mas o português não me deu de presente esse verbo.
E nossa transição parece ter final-mente chegado em algum lugar. Um lugar onde esse amor é inteiro.
Onde não existe um gerúndio que abrace eu e você ao mesmo tempo.
Então, que seja fim. Que seja feliz.
Mas que o nosso verbo continue gritando em todo e qualquer lugar.
E que continue grito. Continue nosso.
Continue sendo.
Vivo.